Homem é preso em Campinas por suspeita de abuso sexual contra criança
Suspeito era ex-companheiro da mãe da vítima e cuidava da menina enquanto ela trabalhava.
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (20), um homem em Campinas, suspeito de envolvimento em abusos sexuais contra uma criança de apenas dois anos na época dos fatos. O investigado, que era ex-companheiro da mãe da vítima, ficava responsável pela menina enquanto ela trabalhava.
A operação foi realizada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ligada à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), que cumpriu um mandado de prisão temporária de 30 dias e uma ordem de busca e apreensão. Um celular foi apreendido e será submetido a uma análise detalhada.
Este caso está conectado a outro homem que já estava preso desde dezembro de 2025, tendo sua prisão preventiva decretada na mesma investigação. A apuração começou após uma operação no final do ano passado, quando foram recolhidos celulares, notebooks, um tablet e uma câmera filmadora, onde a perícia encontrou material relacionado a abusos sexuais infantis e registros de compartilhamento em aplicativos de mensagens.
Com autorização judicial para compartilhar as provas, a Polícia Civil iniciou uma investigação específica para identificar a vítima e esclarecer as circunstâncias dos conteúdos registrados. Os investigadores conseguiram identificar a menina, que foi reconhecida pela mãe nas imagens analisadas. A mulher também reconheceu os dois suspeitos envolvidos no caso.
Diligências e novas evidências
A investigação revelou que o ex-companheiro cuidava da criança durante os períodos de trabalho da mãe e frequentemente a levava a um local frequentado pelo outro suspeito. Mensagens trocadas entre os dois homens, em um período próximo aos registros de abuso, foram consideradas relevantes para a apuração.
Os elementos reunidos na investigação fundamentaram os pedidos de prisão temporária do ex-companheiro e a prisão preventiva do homem que já se encontrava no sistema prisional, este último já havia sido condenado por crimes relacionados à divulgação e ao armazenamento de material de abuso sexual infantil.
A 1ª DIG continua a análise dos dispositivos eletrônicos e outras diligências para esclarecer a participação de cada investigado e apurar a possível existência de outros crimes ou vítimas.
Fonte: O Regional
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