Acompanhamento do prolapso da válvula mitral é essencial para a saúde cardíaca
Condição pode ser assintomática, mas requer atenção em casos de complicações.
O prolapso da válvula mitral é uma condição cardíaca que pode passar despercebida ao longo da vida e que merece acompanhamento médico. Essa variação anatômica é congênita e, na maioria dos casos, não apresenta sintomas, embora algumas pessoas relatem palpitações.
O prolapso, que envolve uma deformidade na válvula mitral, geralmente não requer tratamento cirúrgico. No entanto, se as palpitações ocorrerem, pode ser necessário o uso de medicamentos para controlar a frequência cardíaca.
A situação se torna mais preocupante quando há associação com insuficiência da válvula mitral ou endocardite bacteriana. A insuficiência ocorre quando a válvula apresenta vazamento ou refluxo, podendo causar sintomas graves, como falta de ar, dor no peito e arritmias. Já a endocardite é uma infecção que pode danificar a válvula, levando a complicações sérias.
Tratamento e intervenções cirúrgicas
Quando essas complicações se manifestam, a necessidade de intervenção cirúrgica aumenta, dependendo da gravidade da insuficiência e da resposta ao tratamento com antibióticos. A cirurgia pode envolver a plastia da válvula, que a preserva e reconstrói, ou a troca da válvula por uma prótese.
Esses procedimentos exigem um planejamento detalhado e, muitas vezes, a parada temporária do coração, com o auxílio de uma máquina para manter a circulação sanguínea durante a cirurgia. Esse cenário, embora necessário, pode provocar uma resposta inflamatória no organismo.
O cardiologista Prof. Dr. Edmo Atique Gabriel, especialista em Cirurgia Cardiovascular e coordenador da Faculdade de Medicina da Unilago, ressalta a importância do acompanhamento regular para evitar complicações mais sérias relacionadas ao prolapso da válvula mitral.
Fonte: Gazeta de Rio Preto
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