Sala comercial em Brasília conecta Flávio Bolsonaro e escândalo do INSS
Investigação revela associação entre 90 empresas e fraudes na Previdência, incluindo aliados do ex-presidente.
Em Brasília, uma sala comercial localizada no Edifício Connect Towers se tornou o ponto de conexão entre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, seu advogado Willer Tomaz e o investigado Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.
O levantamento realizado pela Agência Pública revelou que, na sala 2601, estão registradas 90 empresas, das quais 25 estão ligadas a investigações sobre fraudes no INSS. A contabilidade Voga, instalada no prédio desde 2009, é um dos principais elos entre essas empresas. O escritório tem ligação com Tomaz, que defende a Voga em um processo trabalhista.
Alexandre Caetano dos Reis, um dos sócios da Voga, está preso desde dezembro e é acusado de atuar como contador em um esquema de lavagem de dinheiro. A irmã de Alexandre, Letícia Reis, também está envolvida, administrando o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro.
Empresas e conexões
A Voga possui uma empresa filial chamada Voga Serviços, que está registrada na mesma sala e foi criada em 2021. A família dos Reis se revezou em diversas sociedades, ligando-os diretamente a Flávio Bolsonaro, cuja empresa Bravo Grafeno também compartilha o mesmo endereço.
Willer Tomaz, além de defender a Voga, tem uma empresa registrada na sala 2601, reforçando ainda mais as conexões entre os envolvidos. A movimentação no edifício foi restringida após a mídia revelar essas ligações, levantando suspeitas sobre a operação das empresas.
As atividades das 90 empresas vão de consultoria a comércio, passando por construção civil. A presença de tantas empresas no mesmo local levanta questões sobre a legalidade e a transparência das operações.
Uma ação trabalhista em curso menciona que um ex-funcionário da Voga foi obrigado a apagar dados que poderiam prejudicar a empresa em relação às investigações do INSS. As acusações incluem o uso de CPFs de terceiros para frustrar obrigações legais.
As investigações continuam, e a defesa de Tomaz e demais envolvidos não se manifestou até o fechamento desta matéria, mas o espaço segue aberto para esclarecimentos.
Fonte: Giro19
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