Presidente do TSE comenta sobre prorrogação do horário de votação
Kassio Nunes Marques destacou as dificuldades enfrentadas pela Justiça Eleitoral durante o segundo turno das eleições.
Na noite deste domingo (25), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, abordou a decisão de prorrogar o horário de votação no segundo turno das eleições, que trouxe desafios para a Justiça Eleitoral.
De acordo com Nunes Marques, o pedido de prorrogação foi recebido por volta das 15h30 e, após consultas técnicas ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e às prefeituras, ele constatou que não havia norma que autorizasse tal extensão. Ele ressaltou que não seria possível garantir a integridade dos dados em tão pouco tempo.
Para evitar acessos não autorizados aos resultados, foi necessário bloquear o recebimento dos boletins de urna durante a prorrogação, o que gerou uma contenção extraordinária. O presidente do TSE afirmou que a medida afetou todos os boletins do país, mas que as dificuldades foram superadas.
Resultados e participação no pleito
Apesar dos desafios, Nunes Marques garantiu que a decisão judicial foi cumprida e a apuração não foi comprometida. Ele comentou que, após a implementação da prorrogação, a totalização dos votos foi realizada de maneira eficaz.
O pronunciamento do presidente do TSE ocorreu após a Justiça Eleitoral anunciar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve mais de 64 milhões de votos. Nunes Marques parabenizou tanto Lula pela vitória quanto Flávio Bolsonaro pela campanha.
Com mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar, o comparecimento foi superior a 128 milhões, resultando em uma abstenção de 19,21%, menor que no primeiro turno. O presidente do TSE destacou que a Justiça Eleitoral disponibilizou mais de 95 mil locais de votação para facilitar o acesso aos eleitores.
Ele também lembrou que o STF estabeleceu normas para oferecer transporte gratuito nos dias de votação e que os tribunais regionais foram orientados a fiscalizar esse serviço. Das 499.248 urnas utilizadas, apenas 1.551 precisaram ser substituídas, um percentual de 0,31%.
Por fim, Nunes Marques mencionou o elevado grau de judicialização nas eleições de 2026, com 2.265 processos relacionados ao pleito, o que pode impactar o tempo de resposta da Justiça Eleitoral. Ele enfatizou que, apesar da celeridade ser fundamental, não pode se sobrepor à adequada prestação jurisdicional.
Fonte: Giro19
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