Literatura transforma vidas de leitoras do interior de SP
Giovana e Anna Luiza compartilham como livros moldaram suas trajetórias pessoais e emocionais.
No Dia Nacional do Livro, celebrado nesta quinta-feira (29), leitoras da região de Sorocaba, SP, falam sobre como a literatura influenciou suas vidas.
Giovana Aparecida da Cruz, de 31 anos, relembra a obra “O Menino Maluquinho”, de Ziraldo, como um marco em sua infância. Incentivada pelo pai, ela desenvolveu um amor pelos livros que a acompanhou até a vida adulta, mesmo que a leitura tenha diminuído durante a adolescência. No entanto, a pandemia reacendeu essa paixão, e hoje ela estima já ter lido quase 400 livros.
Entre as obras que impactaram sua vida está “O Menino do Pijama Listrado”, de John Boyne. A narrativa a fez refletir sobre preconceito e discriminação, levando-a a observar melhor as situações ao seu redor. Giovana acredita que histórias que provocam sentimentos duradouros tornam-se inesquecíveis.
Por sua vez, Anna Luiza Gomes Lombardi, de 20 anos e moradora de Araçoiaba da Serra, começou sua jornada literária aos 11 anos com “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Desde então, ela já leu mais de 110 livros e possui uma coleção de 70 a 80 exemplares. A literatura a ajudou a lidar com o distanciamento social durante a pandemia, proporcionando uma forma de vivenciar novas experiências.
Um dos livros que mais a marcou foi “A Redoma de Vidro”, de Sylvia Plath, que ressoou com seu momento de vida atual. Anna se identificou com a protagonista e suas inseguranças, refletindo sobre as escolhas da vida adulta. Ela também costuma anotar trechos e colar notas adesivas em seus livros, acreditando que isso torna a leitura mais pessoal.
A importância da leitura desde a infância
As histórias de Giovana e Anna mostram como a literatura pode ser uma ferramenta poderosa de autoconhecimento e reflexão. A educadora Jordana Romero Silva destaca que incentivar a leitura desde cedo é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e da empatia. Para ela, a leitura deve ser uma experiência prazerosa, sem a pressão de avaliações escolares.
Com o desafio das tecnologias, Jordana acredita que é possível usar dispositivos eletrônicos para aproximar os jovens da literatura. Ela sugere que as famílias realizem leituras conjuntas, mantenham os livros acessíveis e conversem sobre as histórias, tornando a leitura uma parte natural do cotidiano.
As experiências de Giovana e Anna ilustram que algumas histórias permanecem vivas por muito tempo, oferecendo novas perspectivas a cada releitura. A literatura, portanto, não apenas entretém, mas também enriquece a vida de quem se dedica a ela.
Fonte: G1 SP Interior
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