Lipedema: entenda a condição que afeta mulheres e pode ser confundida com obesidade
O diagnóstico do lipedema tem aumentado entre mulheres, mas muitos ainda confundem com obesidade devido a características semelhantes.
O diagnóstico de lipedema tem crescido entre mulheres, especialmente em casos de aumento do volume das coxas e quadris, que podem ser acompanhados de dores e inchaço. Essa condição, muitas vezes confundida com obesidade, se caracteriza pela deposição anormal de gordura inflamada nas pernas e glúteos.
O lipedema resulta em um acúmulo desproporcional de gordura nas extremidades inferiores, frequentemente associado a edema, especialmente quando a pessoa permanece em pé, além de causar dores nas pernas. As mulheres que sofrem dessa condição enfrentam não apenas problemas físicos, mas também um impacto significativo na autoestima e saúde mental devido ao comprometimento estético e desconforto.
Estima-se que até 50% das pacientes com lipedema também apresentem sobrepeso ou obesidade, o que pode dificultar o diagnóstico correto. A distribuição da gordura no lipedema, que é desproporcional, pode ser confundida com a obesidade em forma de pera, mas é importante destacar que lipedema não é sinônimo de obesidade.
Diferenciação entre lipedema e obesidade
Uma das principais diferenças entre essas condições é que o lipedema afeta quase exclusivamente mulheres, enquanto a obesidade pode atingir tanto homens quanto mulheres. Além disso, na obesidade, a gordura se acumula de maneira mais generalizada pelo corpo, enquanto no lipedema, o acúmulo é mais acentuado nas nádegas, quadris e pernas, com áreas que costumam ser dolorosas e sensíveis, além de serem suscetíveis a hematomas.
O diagnóstico do lipedema é clínico e depende da observação dos sintomas e dos resultados do exame físico. Exames de imagem podem ser utilizados para excluir outras condições que possam complicar o quadro clínico.
O tratamento do lipedema visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações. Um plano de tratamento eficaz envolve a combinação de uma dieta anti-inflamatória, atividade física, drenagem linfática manual, terapia compressiva, cuidados com a pele e suporte psicológico, se necessário.
Para mais informações sobre lipedema, é possível acessar o site www.drsthefanovascular.com.br. O Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel, especialista em Cirurgia Vascular e coordenador do curso de Medicina da Unilago, é uma referência no tema.
Fonte: Gazeta de Rio Preto
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