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Diabética descobre doença após perda de peso sem dieta em Araçatuba

Ana Maria do Vale, de 58 anos, notou sintomas e buscou atendimento médico para diagnóstico.

Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba ·

Diarista descobre diabetes após perder 10 kg sem fazer dieta: 'Tinha alguns sintomas'

A diarista Ana Maria do Vale, de 58 anos, descobriu que tinha diabetes após perder 10 quilos sem fazer dieta em Araçatuba, interior de São Paulo. Ela percebeu mudanças em seu corpo e decidiu procurar um médico, onde foi submetida a exames que confirmaram a doença.

A paciente relatou que notou sintomas como sede excessiva e vontade frequente de urinar. “Tinha perdido mais de 10 kg. Perdi bastante peso mesmo. E eu tinha alguns sintomas, visão turva, ia muito ao banheiro e bebia muita água”, contou Ana em entrevista.

Após o diagnóstico, Ana iniciou tratamento com dois medicamentos, um para controlar a diabetes e outro para a pressão arterial, além de começar a praticar atividades físicas. “Eu fiz caminhada durante três meses e depois ela [médica] mandou eu procurar uma academia para recuperar a massa magra”, explicou a diarista.

Desafios da população

A situação enfrentada por Ana Maria é comum entre muitos brasileiros. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença afeta cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil, e estima-se que esse número seja ainda maior. Dados da Federação Internacional de Diabetes indicam que um em cada dez adultos no país convive com a condição, e 33% deles não têm conhecimento do problema.

A endocrinologista Marina Carvalho alerta que a diabetes pode ser assintomática nas fases iniciais, mas alguns sinais precoces incluem o escurecimento da pele em áreas de dobras, como pescoço e axilas. Com o tempo, os sintomas se tornam mais evidentes, como perda de peso não intencional, aumento da sede e da frequência urinária, além de formigamento nas extremidades.

Outro depoimento é de Gilza Gastaldi Palácios, de 38 anos, que convive com a diabetes há 16 anos. Ela lembra que, no início, tentava aliviar os sintomas consumindo refrigerantes, até que um desmaio a levou ao pronto-socorro, onde foi diagnosticada com glicemia extremamente alta. “A enfermeira fez o teste e deu ‘HI’ [nível de glicose excessivamente alto]”, recorda.

Atualmente, Gilza monitora sua glicemia com medicamentos e um sensor contínuo aplicado na pele, evitando picadas diárias. “Quando o médico disse que não podia ser um comprimido e que teria que ser agulha no café, almoço e jantar, foi um impacto. Mas dá para conviver bem com o diabetes; a chave é mudar o estilo de vida”, ressaltou.

O aumento da diabetes é um desafio para a saúde pública. Nos primeiros quatro meses deste ano, o Estado de São Paulo registrou mais de 48 mil atendimentos ambulatoriais e cerca de 8 mil internações relacionadas à doença. Na região de Araçatuba, foram 112 atendimentos e 149 internações por complicações da diabetes.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que as internações por diabetes tipo 1 entre crianças e adolescentes com até 19 anos cresceram quase 47% entre 2022 e 2025, destacando a importância de atenção à saúde em todas as idades.

Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba

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