Cientistas de São José do Rio Preto estão entre os mais influentes do mundo
Pesquisador e médica do município foram reconhecidos por estudos em virologia e terapia intensiva.
Um pesquisador e uma médica intensivista de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, foram reconhecidos no ranking da Universidade de Stanford como alguns dos cientistas mais influentes do mundo. Ambos têm se destacado por suas pesquisas nas áreas de virologia e infecções em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
A médica Suzana Lobo, professora da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e intensivista no Hospital de Base, teve sua produção acadêmica reconhecida globalmente. Seu trabalho foca na avaliação de investigações clínicas sobre a sepse e os protocolos de suporte nas UTIs. Segundo Suzana, a principal vantagem de realizar pesquisas locais é garantir que os protocolos de atendimento reflitam as necessidades da população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ela ressalta que a participação dos pacientes nas investigações é fundamental para construir conhecimento que beneficie diretamente o cuidado em saúde. “Ter pacientes daqui nos estudos ajuda a responder perguntas relevantes para as nossas UTIs”, afirma a médica.
Estudos em virologia
O pesquisador Maurício Nogueira, chefe do Laboratório de Pesquisas em Virologia da Famerp, também figura na lista de Stanford por seus estudos sobre a transmissão de arboviroses como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Nogueira destaca a importância da localização de São José do Rio Preto, que é uma região endêmica, para o desenvolvimento de pesquisas que correspondem à realidade das doenças.
Ele enfatiza que a adesão da população local é crucial para os avanços científicos, mencionando que os testes da vacina contra a dengue envolveram 1,1 mil voluntários, muitos deles moradores do bairro Vila Toninho. “Temos uma população extremamente compreensiva e um hospital com infraestrutura que permite pesquisas de alto nível”, comenta Nogueira.
Para ele, o reconhecimento no ranking é resultado de um longo trabalho em equipe ao longo de 22 anos, envolvendo professores e jovens pesquisadores. Suzana Lobo complementa que esse destaque demonstra a capacidade de produzir ciência relevante no interior do Brasil, mesmo diante de desafios de financiamento.
Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba
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