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Estudo aponta desigualdade racial e social no aprendizado de crianças de 5 anos

Pesquisa revela diferenças significativas no desempenho escolar de crianças conforme raça e condição socioeconômica.

Fonte: Região Noroeste ·

Estudo revela impacto do racismo e da desigualdade social no aprendizado de crianças aos 5 anos

Um estudo da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal revela que a desigualdade social e o racismo estrutural impactam o aprendizado de crianças brasileiras desde os 5 anos. A pesquisa, baseada em dados da OCDE, mostra variações consideráveis no desempenho escolar de acordo com a raça e a situação econômica das famílias.

A avaliação analisou crianças matriculadas na pré-escola em competências como raciocínio matemático e memória de trabalho. Os resultados indicam que a pontuação média em noções de quantidade e contagem é de 423 pontos para crianças pretas, enquanto crianças brancas alcançaram 463 pontos. A discrepância se acentua quando a renda familiar é considerada: a diferença na aprendizagem de matemática chega a 84 pontos entre crianças pretas, pardas ou indígenas de baixa renda e crianças brancas ou amarelas de famílias com maior poder aquisitivo.

Os especialistas da fundação ressaltam que as características raciais e socioeconômicas não definem o potencial de aprendizado, mas evidenciam as desigualdades no acesso a direitos e serviços de qualidade na primeira infância. Se essas barreiras não forem combatidas, as desvantagens se acumulam ao longo da trajetória escolar, restringindo as oportunidades futuras e perpetuando ciclos de vulnerabilidade.

Recomendações para a equidade educacional

O estudo recomenda ações para enfrentar essa realidade, destacando a necessidade de reforçar políticas públicas, como a Política Nacional Integrada da Primeira Infância, e implementar medidas focadas na equidade étnico-racial. Entre as propostas estão o monitoramento contínuo de dados educacionais por raça e cor, a capacitação constante de professores em áreas vulneráveis e a integração das redes de ensino, saúde e assistência social para garantir o desenvolvimento pleno de todas as crianças no Brasil.

Fonte: Região Noroeste

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