Réus são julgados por homicídio de mulher em Rio Preto
Execução de Júnia Calixto ocorreu em agosto de 2024, na frente dos filhos pequenos.
O júri popular de Kalyson Signorini de Angelo e Roberto Antônio Brito de Souza teve início nesta quinta-feira, 5, em São José do Rio Preto, onde os réus são acusados de matar a mulher Júnia Calixto, de 26 anos.
O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro João Paulo II, e foi presenciado pelos filhos de Júnia, com idades de 2 e 4 anos. Os acusados enfrentam três acusações: homicídio triplamente qualificado, corrupção de menores e fraude processual.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, a execução foi motivada por uma disputa no tráfico de drogas. Júnia teria ignorado uma ordem de Kalyson e Roberto para não vender drogas na área que eles controlavam. A apuração revelou que Roberto disparou sete tiros contra Júnia a mando de Kalyson.
Além disso, José Guilherme Louzano Junior, de 19 anos, foi identificado como cúmplice, tentando convencer um adolescente de 13 anos a assumir a culpa pelo crime. Três dias após o assassinato, foi recebida uma denúncia falsa sobre o paradeiro do executor, mas o adolescente não estava presente no local do crime, conforme apurado pelo laudo.
O promotor Evandro Ornelas Leal afirmou que a morte de Júnia tinha o objetivo de garantir a vantagem do tráfico de drogas, visto que ela era informante da polícia. Assim, sua eliminação visava a proteção das atividades ilegais de Kalyson e Roberto.
Kalyson e Roberto já estavam presos preventivamente por outro caso de tentativa de homicídio quando foram identificados como os responsáveis pela morte de Júnia. Já José Guilherme foi morto em confronto com a polícia em fevereiro de 2025, durante sua prisão, ao tentar fugir e disparar contra os agentes.
Fonte: Diário da Região
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