Laudo toxicológico revela medicamentos em jovem envolvido em assassinato em Franca
Guilherme Henrique Melo, encontrado morto em MG, tinha substâncias que podem causar sedação em seu organismo.
Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais detectou substâncias medicamentosas no corpo de Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22 anos, envolvido no homicídio do caseiro Milton de Sousa Prado, em Franca (SP). Guilherme foi encontrado morto em Sacramento (MG) em julho, durante uma investigação que também apura o sequestro da família de Milton.
O exame toxicológico identificou amitriptilina, um antidepressivo, e carbamazepina, um anticonvulsivante que pode causar sedação, em amostras do fígado de Guilherme. Segundo o delegado Maurício Murari, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca, esse resultado reforça a declaração de um tio de Maria Isabel, filha de Milton, que alegou que ela planejou atrair e dopar Guilherme e seu amigo Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, de 18 anos, antes de assassiná-los.
Maria Isabel, de 21 anos, está sendo investigada por sua possível participação nas mortes. Ela desapareceu em julho, após o sequestro de sua família, e ainda não há confirmação sobre sua morte.
Detalhes da investigação
O laudo foi solicitado pela polícia de Sacramento e analisou uma amostra de dez gramas do fígado de Guilherme, com o exame iniciando em 6 de setembro. Murari explicou que as substâncias podem provocar sedação, especialmente em conjunto com álcool. Embora o laudo sugira que Guilherme pode ter sido medicado antes de ser morto, ainda não está claro como as substâncias chegaram ao seu organismo.
O laudo necroscópico indicou que Guilherme faleceu devido a golpes de faca. A Polícia Civil aguarda resultados de exames realizados no corpo de Rafael, encontrado em estado avançado de decomposição, para confirmar se substâncias semelhantes foram detectadas.
O caso centraliza-se na morte de Milton, que foi assassinado em junho, e no subsequente desaparecimento de Rafael e Guilherme. Após o crime, Maria Isabel admitiu ter chamado os jovens para dar um “susto” em seu pai, o que resultou na agressão fatal.
As investigações sobre o sequestro da família de Milton e o desaparecimento de Maria Isabel continuam, com a polícia apurando a possível participação de facções criminosas no caso. Enquanto isso, Maria Isabel permanece desaparecida e as circunstâncias de seu sumiço ainda não foram esclarecidas.
Fonte: G1 SP Interior
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