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Polícia Catanduva

Gaeco denuncia ex-presidente da Câmara de Catanduva e familiares por lavagem de dinheiro

Denúncia envolve esquema de desvio de quase R$ 4 milhões em contratos fraudulentos.

Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba ·

Gaeco denuncia ex-presidente da Câmara de Catanduva, filho dele e assessores por lavagem de dinheiro envolvendo quase R$ 4 milhões

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou em Catanduva, na terça-feira (3), o ex-presidente da Câmara Municipal, Marcos Aparecido Ferreira (PT), seu filho e ex-assessores por lavagem de dinheiro. A denúncia é resultado da “Operação Rei do Pix”, deflagrada em junho de 2026.

A investigação identificou um esquema de desvio de verbas públicas que totaliza quase R$ 4 milhões entre 2023 e 2024, período em que Ferreira esteve à frente da Casa de Leis. O apelido “Rei do Pix” refere-se a um dos investigados que atuava nos bastidores da Câmara.

No total, sete pessoas foram acusadas, incluindo assessores que também estavam envolvidos no esquema, cujos nomes não foram divulgados. Entre os principais denunciados estão Marcos Aparecido Ferreira e seu filho, Marcos Aparecido Ferreira Filho, ex-assessor parlamentar.

Esquema de desvio de recursos

As investigações apontam que o grupo utilizava manobras financeiras para ocultar a origem do dinheiro, movimentando pelo menos R$ 3,89 milhões. Os recursos desviados eram reinvestidos em fraudes, como a compra e reforma de imóveis de alto padrão registrados em nome de terceiros.

Além disso, a técnica conhecida como ‘smurfing’ foi empregada, onde depósitos abaixo do limite de alerta eram feitos sucessivamente para dificultar o rastreamento. O esquema também envolvia empresas de fachada que emitiam notas fiscais fraudulentas, devolvendo a maior parte dos valores aos líderes do grupo.

Um exemplo citado pelo Ministério Público foi uma empresa que recebeu R$ 100 mil por um serviço de hidratação de poltronas de couro, que nunca foi realizado.

Na primeira fase da operação, mais de 200 policiais militares, 30 servidores do Ministério Público e 11 agentes da Receita Federal participaram das ações. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens dos investigados, que podem totalizar até R$ 20 milhões, e apreendeu veículos e quantias em dinheiro.

O Gaeco requereu o confisco de bens, imóveis e empresas ligadas à organização criminosa, além de um valor para a reparação dos danos causados aos cofres públicos de Catanduva.

Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba

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