Polêmica sobre corte de auxílio-atleta marca política em Rio Preto
Mudanças na Secretaria de Esportes e questionamentos sobre auxílio geram tensões na Câmara Municipal.
A polêmica em torno do corte do auxílio-atleta movimentou a política em São José do Rio Preto na última semana, gerando desdobramentos significativos. A Prefeitura anunciou inicialmente o corte, mas voltou atrás logo em seguida, levando à nomeação interina de Fábio Marcondes (PL) para a Secretaria de Esportes.
Marcondes, que já havia ocupado a secretaria no governo anterior, reassumiu o cargo após a saída de Mauro Neves, que deixou a pasta por solicitação. Neves, no entanto, permanece vinculado à secretaria como assessor, conforme publicado no Diário Oficial do Município.
Esforços e tensões
O presidente da Câmara, Luciano Julião (PL), sugeriu um repasse de R$ 500 a R$ 800 mil para a secretaria, a fim de manter o programa de auxílio até o final do ano. Em contrapartida, a Prefeitura anunciou um crédito suplementar de R$ 10 milhões, dos quais R$ 204 mil seriam destinados à Secretaria de Esportes.
A situação chamou a atenção do Ministério Público, que deu um prazo de 20 dias para que a Prefeitura esclareça os fatos. O vereador Alexandre Montenegro (PL) também fez denúncias sobre possíveis irregularidades, como atletas fantasmas e rachadinha com o auxílio.
Durante uma sessão, o vereador João Paulo Rillo (PT) apresentou um requerimento para convocar Marcondes a explicar a situação dos atletas, mas o pedido foi rejeitado. Rillo também tentou convocar a secretária da Fazenda, Mary Brito, para discutir o orçamento do município, mas novamente não obteve sucesso.
Impeachment e repercussões
Apesar da turbulência, alguns vereadores da base do governo afirmaram que não veem motivos para um processo de impeachment do prefeito Fábio Candido (PL). Um deles comentou que preferiria que a situação permanecesse como está para desgastar ainda mais o governo.
Em paralelo, o desembargador Mário Devienne Ferraz decidiu manter suspensa a lei que permitiria a venda de 54 áreas públicas em Rio Preto, destacando a falta de participação popular no processo. As áreas, avaliadas em cerca de R$ 165,3 milhões, incluem uma praça no bairro Redentora.
O vereador Renato Pupo (Avante) apresentou um projeto de lei para suspender os salários de assessores que atuam fora do município durante os recessos legislativos, buscando a racionalização dos gastos públicos.
No campo estadual, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou a saída do secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, e já está em busca de novos nomes para o cargo.
Por fim, o deputado federal Fausto Pinato (União Brasil) está tentando debater a atuação das plataformas digitais nas campanhas eleitorais, buscando a realização de uma audiência pública sobre o tema.
Fonte: Gazeta de Rio Preto
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