Sobe para três o número de mortos em acidente em Campinas; vítimas são identificadas
Subiu para três o número de mortos em um acidente envolvendo um Fiat Fastback e um ônibus do transporte coletivo na madrugada desta segunda-feira (19), em Campinas. As vítimas, todas com 23 anos, foram identificadas como Lucas Jacuneli, Caio Tauã Amorim da Silva e Muryllo Henrique Costa de Oliveira.
Lucas e Caio faleceram no local do acidente, enquanto Muryllo foi socorrido pelo Samu e levado em estado grave ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde não sobreviveu aos ferimentos.
Nas redes sociais, Lucas se apresentava como proprietário de uma loja de produtos importados e compartilhava fotos de suas viagens e veículos esportivos. Caio, por sua vez, se descrevia como boxeador e entusiasta do mundo automotivo. Uma imagem recente mostra os três amigos juntos, horas antes do trágico evento, e amigos e familiares têm prestado homenagens nas redes sociais.
A Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde os jovens estudavam, emitiu uma nota de pesar, expressando solidariedade aos familiares e amigos dos estudantes. Até o momento, não foram fornecidos detalhes sobre os velórios e sepultamentos.
O acidente ocorreu por volta das 2h, na Avenida José de Souza Campos, conhecida como Norte-Sul. O Fiat Fastback colidiu com a lateral traseira de um ônibus da linha 260, que transportava passageiros, mas nenhum ocupante do coletivo ficou ferido.
A Polícia Civil investiga a possibilidade de que o automóvel estivesse participando de uma disputa de velocidade com um Ford Focus preto. O motorista deste segundo veículo deixou o local e ainda não foi identificado. Testemunhas relataram que o Focus estava à frente do Fastback e atravessou o cruzamento antes do ônibus, que fazia uma conversão à esquerda.
A dinâmica da colisão, a velocidade dos veículos e a hipótese de racha ainda precisam ser confirmadas por perícia. Após o impacto, houve um princípio de incêndio no Fiat, sendo controlado pelo motorista do ônibus com um extintor.
Equipes da Emdec sinalizaram a área e organizaram desvios até que a avenida fosse liberada por volta das 4h50. A investigação também analisa a possível responsabilidade do motorista que deixou o local. Se comprovada sua participação na disputa e relação com o acidente, ele poderá ser responsabilizado pelas mortes, mesmo sem ter colidido diretamente com o ônibus.
Fonte: O Regional
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