Organizadoras do ‘Desafio do iPhone’ podem ser punidas após evento em Piracicaba
Evento irregular, que ofereceu iPhone 17 como prêmio, está sob investigação da polícia e da Secretaria de Prêmios e Apostas.
O ‘Desafio do iPhone’, realizado em Piracicaba (SP) de 10 a 12 de setembro, está sob investigação por falta de autorização e riscos à integridade dos participantes. O evento, que oferecia um iPhone 17 como prêmio, envolveu uma competição de resistência onde cerca de 30 pessoas precisavam permanecer em pé com as mãos na lataria de uma caminhonete por 52 horas.
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda informou que o evento não tinha autorização e que uma investigação está em andamento. Além disso, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as circunstâncias que colocaram a vida dos competidores em risco.
As punições que podem ser aplicadas às lojas organizadoras, IPlanet e Speedmob, incluem advertências, cassação de autorizações, proibição de novas promoções por até dois anos e multa de até 100% do valor total dos prêmios oferecidos. O evento não possuía equipe médica de suporte nem limite de tempo, o que contraria as diretrizes necessárias para esse tipo de atividade.
Autorizações e regulamentações
Para realizar sorteios ou competições, as empresas precisam de autorização prévia da SPA. A falta dessa autorização pode resultar em sanções severas. A prefeitura de Piracicaba confirmou que o estabelecimento tinha alvará de funcionamento, mas não solicitou licença específica para o evento, apresentando apenas uma autodeclaração de baixo risco, válida apenas para o sábado.
Lucas Barbosa, organizador do desafio, declarou que havia uma autorização temporária do município e se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos. O evento foi transmitido ao vivo nas redes sociais, gerando polêmica pela forma como foi conduzido.
Durante a maratona, os participantes enfrentaram dificuldades, incluindo a limitação de acesso ao banheiro e a necessidade de resistência extrema. A vencedora, Laís Lima, levou o prêmio principal, enquanto o segundo colocado, Nilson Sousa, precisou de atendimento médico após a competição. O caso foi registrado como “perigo para a vida ou saúde de outrem”, envolvendo também um adolescente de 17 anos.
Fonte: G1 SP Interior
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