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Idosas lideram mobilização para reduzir abstenção eleitoral no Brasil

Movimento Voto 70+ promove ações para incentivar a participação de eleitoras acima de 70 anos.

Fonte: Região Noroeste ·

Mulheres idosas lideram mobilização para combater abstenção

Em todo o Brasil, mulheres com mais de 70 anos têm se mobilizado para aumentar sua presença nas urnas, mesmo não sendo obrigadas a votar. O grupo, que representa cerca de 16 milhões de eleitores, tem mudado o cenário de abstenção histórica, que antes era elevado.

O Movimento Voto 70+, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a abstenção nessa faixa etária caiu quase 10 pontos percentuais, passando de 58,8% em 2022 para 49,1% em 2026. A campanha Vovó Vota tem como objetivo encorajar netas a acompanharem suas avós no dia da votação, além de informar que quem não votou no primeiro turno ainda pode participar do segundo.

Na comunidade rural de Ludovico, em Lago do Junco (MA), Maria Alaídes Alves de Souza, de 71 anos, tem se destacado ao incentivar outras mulheres a votarem. Ela é uma das líderes de um movimento que reúne mais de 300 mil trabalhadoras no Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará, e foca em temas como o combate às mudanças climáticas. Maria ressalta a importância do voto, dizendo que “ninguém pode desanimar” e que o voto é um símbolo de orgulho e defesa da democracia.

Família como suporte para o retorno às urnas

O apoio familiar tem sido fundamental para que aposentadas voltem a votar. Em Olinda (PE), a professora aposentada Maria José Cantarelli, de 80 anos, estava afastada das urnas há 12 anos devido ao medo do clima político. Após conversar com seus familiares, decidiu voltar a votar, utilizando o aplicativo e-Título e sendo acompanhada pela neta.

Em Orizona (GO), Maria Albino Costa, de 85 anos, também se preparou para votar no segundo turno após longos anos sem participar. Ela vai acompanhada da filha e da neta, destacando que precisa garantir os direitos da família.

A memória histórica e a luta por serviços essenciais, como saúde e educação, também motivam as idosas. Francisca Barroso Monteiro, de 84 anos, de Nova Iorque (MA), valoriza o voto como uma forma de garantir a educação dos filhos, algo que não teve na juventude. Suely Mendonça, de 79 anos, do Rio de Janeiro, relembra sua participação nas Diretas Já e reforça a importância do voto como um ato de cidadania.

Acessibilidade e desafios enfrentados

Apesar do aumento da participação, obstáculos físicos ainda existem. Prazeres Maria da Silva Antunes, de 72 anos, no Rio de Janeiro, relatou dificuldades devido à demora em atender os idosos nas seções eleitorais. Em São Paulo, Beatriz Cintra Labaki, de 79 anos, enfrentou escadarias para conseguir votar e ressaltou a necessidade de que os eleitos atuem em prol da população.

O TSE determina que a Justiça Eleitoral deve garantir prioridade no fluxo de votação para a população idosa, evitando que permaneçam em filas gerais, além de exigir estruturas acessíveis para assegurar o pleno exercício da cidadania.

Fonte: Região Noroeste

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