TSE suspende postagens ilegais contra Lula em campanha eleitoral
Decisão do ministro Kassio Nunes Marques afeta postagens de parlamentares aliados de Flávio Bolsonaro.
Em Brasília, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, decidiu nesta quarta-feira (21) suspender 20 postagens ilegais nas redes sociais que atacam o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A medida foi tomada após um pedido da campanha de Lula, que apontou uma ação coordenada de parlamentares que apoiam Flávio Bolsonaro (PL) para disseminar deepfakes, conteúdos artificiais criados para difamar candidatos. A decisão proíbe a replicação dessas mensagens por Flávio e pelos deputados Gustavo Gayer (PL-GO), Mario Frias (PL-SP) e Gilvan da Federal (PL-ES).
A ação do TSE identificou postagens irregulares associadas a 32 perfis nas redes sociais, que juntos possuem 1,4 milhão de seguidores e registraram 23,8 mil publicações. A campanha de Lula argumentou que essas postagens anônimas criam uma falsa percepção de rejeição generalizada ao candidato, o que não reflete a realidade das eleições.
Debate sobre inteligência artificial
A utilização indevida de inteligência artificial durante a campanha já está sendo discutida no TSE. Na semana anterior, o tribunal havia proibido a Meta de restringir a entrega de postagens relacionadas aos candidatos Lula e Flávio Bolsonaro.
A decisão foi tomada após a campanha de Lula informar que os comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitiam a criação de conteúdos sobre o candidato à reeleição, enquanto a criação de imagens sobre Flávio Bolsonaro estava liberada.
Com a nova decisão, o Facebook, que é uma das plataformas operadas pela Meta, deve abster-se de aplicar medidas que restrinjam a distribuição de postagens, excluam recomendações ou limitem buscas relacionadas a esses candidatos.
Fonte: Agência Brasil
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