Polícia Civil investiga vereador de Marília por agressão à companheira
Júnior Féfin, vereador e agente da PF, aparece em vídeo imobilizando mulher com violência.
A Polícia Civil de Marília abriu um inquérito para investigar o vereador Júnior Féfin (União Brasil) após a divulgação de um vídeo em que ele aparece imobilizando sua companheira com violência. O caso foi confirmado pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Além da investigação policial, a Câmara Municipal de Marília deve votar, na próxima segunda-feira (26), a abertura de uma Comissão Processante (CP) para apurar o comportamento do vereador. A solicitação para a comissão foi apresentada pelo Comitê Municipal de Enfrentamento da Violência Contra a Mulher.
No vídeo que circula nas redes sociais, o vereador aparece em cima da mulher, pressionando seu pescoço com as pernas. A mulher relata estar sufocada e reclama de dores no braço. Durante a gravação, Júnior Féfin afirma que a companheira está “descontrolada” e pede que ela se afaste.
A vítima chegou a procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília, mas não concluiu o registro da ocorrência, apresentando uma condição emocional abalada após o ocorrido. Ela também buscou atendimento médico.
Comissão Processante e resposta da Câmara
O pedido de abertura da Comissão Processante foi aceito pela procuradoria da Câmara e deverá ser votado na sessão ordinária. Como alvo da denúncia, Júnior Féfin não poderá participar da votação, e seu suplente, Fernando Líbano Domingos, assumirá a cadeira.
Se a comissão for aprovada, haverá um sorteio para definir os membros, que terão 90 dias para concluir os trabalhos. Júnior Féfin também entregou uma declaração à Procuradoria Especial da Mulher, onde sua companheira afirma que não houve histórico de agressões e elogia sua atuação como vereador.
Perfil do vereador
Júnior Féfin, de 50 anos, é agente de classe especial da Polícia Federal e está em seu segundo mandato na Câmara Municipal. Natural de Tupã, ele reside em Marília há quase 30 anos e é pai de uma adolescente. Desde que assumiu o cargo na Câmara, ele está licenciado de suas funções na PF.
Em nota, a Câmara Municipal de Marília expressou que acompanha o caso com atenção e repudia qualquer ato de violência, reiterando seu compromisso com os direitos humanos e a dignidade das pessoas. A Casa Legislativa afirmou que tomará as medidas necessárias conforme as apurações das autoridades competentes.
Fonte: G1 SP Interior
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