Um quarto da população idosa de São Paulo está no mercado de trabalho
Levantamento revela que 2,2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais trabalham no estado paulista.
No segundo trimestre de 2026, 2,2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais faziam parte da força de trabalho em São Paulo, representando 26,5% do total de idosos no estado. Os dados são de um levantamento da Fundação Seade, que utilizou informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE.
Entre os idosos de 60 a 69 anos, a participação masculina no mercado de trabalho foi de 53,4%, quase o dobro da taxa feminina, que ficou em 28,8%. Para aqueles com 70 anos ou mais, as proporções foram de 17,4% para homens e 5,8% para mulheres.
Comparando os dados de 2019 a 2026, o estado viu um crescimento de 26% no número de idosos ocupados, o que equivale a 441 mil pessoas a mais no mercado de trabalho. Esse aumento superou o crescimento geral da população ocupada, que foi de 10,3%, sendo mais acentuado entre as mulheres idosas, com uma alta de 31,3%.
Aumento da ocupação e redução da desocupação
Entre 2019 e 2026, a proporção de idosos ocupados subiu tanto entre homens (de 92,4% para 96,8%) quanto entre mulheres (de 95,9% para 97,3%). No mesmo período, as taxas de desocupação diminuíram: para os homens, de 7,6% para 3,2%, e para as mulheres, de 4,1% para 2,7%.
No segundo trimestre de 2026, a maior taxa de ocupação entre homens foi na faixa de 70 anos ou mais (98,5%), enquanto, entre as mulheres, o maior percentual foi entre as de 60 a 69 anos (97,7%).
Trabalho por conta própria e setores
O trabalho por conta própria foi a principal forma de ocupação, com 40,2% dos idosos nessa condição no segundo trimestre de 2026, cifra que aumentou para 53,9% entre aqueles com 70 anos ou mais. O número de empregados com carteira assinada também cresceu, passando de 20,9% para 27,3% entre homens e de 11,2% para 20,6% entre mulheres no mesmo período.
Os serviços continuaram a ser o principal setor empregador. Em 2019, 46,1% dos homens com 60 anos ou mais trabalhavam em serviços, enquanto essa taxa era de 43,5% entre as mulheres. Contudo, em 2026, essa realidade mudou, com 51,8% das mulheres idosas no setor, superando os 45,0% dos homens.
Rendimentos médios
Os dados mostram que os idosos têm os maiores rendimentos médios entre todas as faixas etárias, embora esses valores tenham caído em termos reais ao longo do período analisado. No segundo trimestre de 2026, os homens com 60 anos ou mais recebiam, em média, R$ 5.612,38, enquanto as mulheres recebiam R$ 4.137,34. Por hora trabalhada, os valores eram de R$ 35,17 para homens e R$ 29,85 para mulheres. Entre aqueles com 70 anos ou mais, os rendimentos médios por mês eram de R$ 43,93 para homens e R$ 37,98 para mulheres.
Fonte: Gazeta de Rio Preto
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