Brasileiro em Portugal vai votar no segundo turno das eleições 2026
Eder Bruno de Sousa Pinto, de Araçatuba, destaca a importância do voto mesmo vivendo fora do Brasil.
O brasileiro Eder Bruno de Sousa Pinto, de 33 anos, residente em Portugal há cinco anos, vai votar no segundo turno das Eleições 2026 no próximo domingo (25). Ele votará em Lisboa, onde escolherá entre os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência da República.
Natural de Araçatuba (SP), Eder é assistente comercial e se mudou para Portugal em 2021, inicialmente para uma viagem de férias que se transformou em uma nova morada. Ele afirma que, apesar da distância, mantém um forte vínculo com o Brasil e considera essencial participar das decisões políticas de seu país natal.
Eder já havia votado no primeiro turno e descreveu a experiência como organizada e rápida. O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa disponibilizou informações sobre a seção eleitoral e orientações nas redes sociais, além de um canal de atendimento para os eleitores.
Ele destaca que o resultado das eleições pode impactar diretamente a vida de quem vive fora do Brasil, especialmente em questões que envolvem a família, a economia e as relações internacionais, como imigração e cooperação. Para Eder, votar é um dever cívico que transcende fronteiras.
A saudade de Araçatuba também faz parte de sua rotina em Portugal, e ele menciona a falta que sente dos pais, familiares e da comida brasileira.
O eleitorado brasileiro no exterior totaliza 918,9 mil pessoas aptas a votar em 186 cidades de 134 países, com a maior concentração em locais como Estados Unidos, Portugal e Japão. Contudo, a abstenção tem sido alta, alcançando 62,69% no primeiro turno, uma taxa superior à registrada em 2022. Mesmo assim, o voto continua sendo obrigatório para brasileiros de 18 a 70 anos, e a justificativa é necessária para quem não comparecer.
Resultados do primeiro turno
No primeiro turno, Lula obteve a liderança entre os brasileiros no exterior, vencendo em 64 países, enquanto Flávio Bolsonaro liderou em 36, com um empate em um país. A participação dos brasileiros residentes fora do país é uma forma de exercer a democracia e defender os direitos sociais, segundo Eder.
Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba
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