Centrais sindicais criticam falhas no transporte público durante eleições
Sindicalistas pedem apuração rigorosa e responsabilização pelas irregularidades no transporte.
Em São Paulo, dirigentes das sete maiores centrais sindicais do país publicaram uma nota conjunta no último domingo (25) expressando repúdio à interrupção da frota de ônibus e às restrições no transporte hidroviário e aéreo durante o segundo turno das eleições.
O documento, assinado por líderes de entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, classifica as irregularidades como uma grave ameaça ao sufrágio universal e exige uma investigação rigorosa e punição para os responsáveis.
A nota destaca que a interrupção no transporte público violou as diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF), que exige a operação da frota com 100% da capacidade e passe livre nos dias de votação. Segundo os sindicalistas, essa situação causou grandes transtornos a milhares de trabalhadores e cidadãos, que ficaram esperando em pontos de ônibus e terminais sem informações sobre a circulação dos veículos.
Denúncias de restrições em outros modais
Além das falhas no transporte terrestre, as centrais também relataram cancelamentos inesperados e dificuldades na navegação por barcas na bacia do rio Amazonas, bem como restrições em voos regionais. As entidades ressaltaram a gravidade da situação, afirmando que é “inadmissível que cidadãos aptos a votar sejam impedidos de exercer seu direito de forma deliberada, tendenciosa e nefasta” em um ambiente democrático.
Por fim, os dirigentes exigiram uma ação imediata dos órgãos de controle, como o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal, para investigar as responsabilidades nas esferas estadual, municipal e nas concessionárias de transporte. Eles enfatizaram que esclarecer as ocorrências é essencial para preservar a legitimidade do pleito e os direitos constitucionais dos eleitores.
Fonte: Região Noroeste
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