Nikolas Ferreira afirma que anulação da eleição é improvável e pede cautela
Deputado federal orienta apoiadores a evitarem manifestações após derrota de Flávio Bolsonaro para Lula.
Em Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou que a possibilidade de anular a eleição presidencial é “praticamente nula”. A afirmação foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, 26, após a derrota de Flávio Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na gravação, Nikolas pediu a seus aliados que evitem manifestações, ressaltando que a prudência deve prevalecer em momentos de tensão. Ele afirmou que “já vimos muitas pessoas pagarem um alto preço de irem para a rua no calor da emoção” e reforçou a importância de não agir impulsivamente.
A declaração de Nikolas ocorre após Flávio Bolsonaro, em um pronunciamento no dia anterior, manifestar sua intenção de pedir a anulação do pleito, alegando que não reconhece o resultado da eleição. Flávio foi derrotado com 48,21% dos votos, enquanto Lula obteve 51,79%, uma virada histórica em relação ao primeiro turno.
No vídeo, Nikolas também levantou dúvidas sobre a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que prorrogou o horário da votação após pedidos das campanhas dos dois candidatos. Apesar de suas preocupações, ele defendeu a importância de agir com responsabilidade.
Repercussões da derrota
Embora Nikolas tenha sido um dos principais apoiadores de Flávio, sua mensagem parece contrabalançar a postura mais combativa do senador. Flávio, que assistia à apuração dos votos com aliados, havia declarado que a situação era “inexplicável” e que não poderia reconhecer o resultado da eleição.
Fontes próximas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmam que o pedido de Flávio para anular as eleições não deve prosperar, já que o ministro Kassio Nunes Marques não está inclinado a revogar a proclamação oficial do resultado. A diferença de mais de 4 milhões de votos entre Lula e Flávio é um fator que complica ainda mais essa possibilidade.
Os bolsonaristas têm tentado traçar paralelos entre a situação atual e a crise política na Venezuela em 2015, mas essa narrativa ignora o fato de que os pedidos de prorrogação do horário de votação também partiram da campanha de Flávio.
Fonte: Diário da Região
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