MPT pede Justiça para remover conteúdos de assédio eleitoral da Meta
Ação inclui indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos devido a publicações discriminatórias.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou uma ação na Justiça do Trabalho nesta quinta-feira (29) para que a Meta remova, em até 24 horas, publicações que incentivem a perseguição e demissão de trabalhadores por motivos políticos.
A ação abrange as plataformas Instagram, Facebook e Threads, e o MPT também solicita uma indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos, devido ao alcance dessas postagens discriminatórias.
As investigações do MPT revelaram um aumento significativo nas denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho após as eleições presidenciais. Os procuradores apontam que perfis em redes sociais têm encorajado empregadores a investigar as contas de seus funcionários e demitir aqueles que votaram em candidatos não alinhados à orientação da empresa, causando, assim, expor os trabalhadores à ridicularização pública. O algoritmo das redes sociais também foi mencionado como um fator que amplifica a circulação desses conteúdos.
Aumento das denúncias
O processo está sendo analisado na 77ª Vara do Trabalho de São Paulo, e o MPT enfatiza a necessidade de uma tutela de urgência para frear a disseminação desses abusos. Em nível nacional, houve um crescimento superior a 75% no número de relatos e denúncias sobre demissões coercitivas e retaliações políticas nas empresas, com São Paulo se destacando como o estado com o maior número de ocorrências.
Em resposta à citação judicial, a Meta informou que não comentaria sobre o caso.
Fonte: Região Noroeste
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