Motorista de Porsche é condenado a 17 anos por acidente fatal em SP
Fernando Sastre de Andrade Filho causou a morte de motorista de aplicativo em março de 2024 e ficou impedido de dirigir.
Em São Paulo, o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, um mês e dez dias de prisão pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, ocorrida em um acidente em março de 2024.
A sentença foi proferida na madrugada desta sexta-feira, 30, após dois dias de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda. O empresário também responderá por lesões causadas a um amigo que estava no veículo no momento do acidente.
O acidente aconteceu na Avenida Salim Farah Maluf, quando Sastre, dirigindo um Porsche, colidiu com a traseira de um Renault Sandero que era conduzido por Viana. Laudos periciais indicaram que o Porsche estava a 156 km/h, mais de três vezes acima do limite permitido na via, que é de 50 km/h. Viana foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer devido a um traumatismo cranioencefálico.
O passageiro de Sastre, Marcus Vinícius Machado Rocha, também ficou gravemente ferido e necessitou de cirurgia para a retirada do baço. As investigações revelaram que Sastre havia consumido bebida alcoólica antes de dirigir.
Julgamento e repercussão
O júri popular reconheceu a responsabilidade de Sastre pelos crimes de homicídio qualificado e lesão corporal, considerando a qualificadora de perigo comum, já que sua direção imprudente colocou em risco outras pessoas.
O advogado de Sastre, Eugênio Malavasi, manifestou descontentamento com o veredito e informou que já foi apresentado um recurso de apelação. Segundo ele, a defesa acredita que a decisão dos jurados contraria as provas apresentadas durante o julgamento.
Durante o processo, 11 das 14 testemunhas foram ouvidas, incluindo uma policial militar que participou do atendimento do acidente. O Ministério Público questionou a conduta dos policiais, que permitiram que Sastre deixasse o local sem realizar o teste do bafômetro. A Promotoria argumenta que essa liberação comprometeu as investigações.
Os policiais envolvidos foram denunciados pela Promotoria de Justiça Militar por inobservância de lei, com base no Código Penal Militar.
Fonte: Diário da Região
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