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Polícia Interior de SP

Namorada de empresário condenado por morte de motorista é multada e investigada

Giovana Pinheiro Silva tumultuou o júri e pode ser denunciada por falso testemunho.

Fonte: G1 SP Interior ·

Porsche: namorada de condenado por morte de motorista é multada por tumultuar júri e deve ser denunciada por falso testemunho

Em São Paulo, a namorada do empresário Fernando Sastre, condenado a mais de 17 anos de prisão pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, foi multada após tumultuar a sessão de julgamento.

Giovana Pinheiro Silva terá que pagar uma multa equivalente a 10 salários mínimos por sua conduta desrespeitosa durante o júri, que ocorreu na última quinta-feira (29). Ela foi expulsa do plenário por fazer comentários e expressões de deboche enquanto as testemunhas de acusação prestavam depoimentos.

Além da multa, o Ministério Público informou que pretende denunciá-la por falso testemunho. Giovana alegou que Fernando não havia consumido bebidas alcoólicas antes do acidente, mas essa versão foi contestada pelo próprio motorista durante o julgamento.

Condenação e detalhes do acidente

A tragédia ocorreu em 31 de março de 2024, quando o Porsche dirigido por Fernando colidiu com o Renault Sandero de Ornaldo na Zona Leste de São Paulo. O empresário foi considerado culpado por dirigir embriagado e em alta velocidade, com o laudo apontando que seu veículo estava a 136 km/h em uma via onde o limite era de 50 km/h.

Fernando Sastre, que não poderá recorrer em liberdade, teve sua pena estabelecida em regime fechado, além de ser inabilitado para dirigir. O julgamento, que ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, incluiu 14 testemunhas, com 11 sendo ouvidas nos dois dias de sessão.

No último dia do júri, a defesa de Fernando argumentou que ele não foi o único motorista em casos semelhantes a permanecer preso, destacando que outros réus foram liberados mesmo após a comprovação de consumo de álcool.

Durante os depoimentos, Fernando admitiu, pela primeira vez, ter ingerido bebidas alcoólicas no dia do acidente, contradizendo suas declarações anteriores. Ele expressou seu pesar pela tragédia e pediu perdão às famílias afetadas.

A acusação e a defesa apresentaram evidências conflitantes sobre o que ocorreu no dia do acidente, incluindo o papel da polícia na liberação de Fernando do local sem a realização do teste do bafômetro.

O caso levanta questões sobre a condução do processo e a responsabilidade das autoridades envolvidas no atendimento da ocorrência, com o Ministério Público agora solicitando a investigação de um perito que atuou a favor da defesa.

Fonte: G1 SP Interior

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