Trabalhadores de cemitérios lidam com o luto e ensinam sobre a vida
Profissionais compartilham experiências sobre a importância de valorizar a vida e acolher famílias em momentos difíceis.
No Dia de Finados, trabalhadores dos cemitérios de São José do Rio Preto refletem sobre suas experiências ao lidarem com a morte e o luto. Esses profissionais, que cuidam dos sepultamentos e da manutenção dos espaços, têm a missão de acolher as famílias em um momento delicado.
Entre os que atuam diariamente nos cemitérios, Robson Alves da Silva, de 59 anos, integra a equipe de serviços gerais do Cemitério da Ressurreição. Para ele, o local é um espaço de tranquilidade. A boa convivência entre os colegas faz parte do dia a dia. Ele destaca que os visitantes costumam elogiar a limpeza do local, o que traz satisfação à equipe.
Edmar Lira, o Dimas, coordena a manutenção do Cemitério Jardim da Paz e ressalta a importância de estar preparado para dias de grande movimento. Ele menciona que o trabalho vai além da limpeza, enfatizando a necessidade de acolher as famílias com amor e atenção durante o Dia de Finados.
Reflexões sobre a vida e a morte
Os profissionais compartilham como suas experiências impactaram a visão sobre a vida. Daniel Henrique da Silva, jardineiro há sete meses, confessa que, apesar do receio inicial, encontrou um novo significado no trabalho, que o faz valorizar mais a vida e as pessoas ao seu redor.
Jonatas Oliveira de Deus, coveiro há oito meses, herdou a profissão do avô e diz que a experiência trouxe uma nova perspectiva sobre a vida. Ele relata que o impacto emocional é intenso, especialmente quando se trata de pessoas conhecidas. Já Osuel de Araújo Sousa, coveiro desde 2018, destaca que a pandemia o fez repensar a própria visão sobre a morte, sentindo a dor de forma mais profunda quando se trata de pessoas próximas.
Rafael Fernandes Silva Batista, agente funerário, busca sempre atender as famílias como se fossem seus próprios parentes, valorizando a vida após a experiência de perder seu avô. Para ele, cada atendimento é uma oportunidade de honrar a memória dos que partiram.
Eduardo Nascimento Vessani, coordenador do Cemitério da Ressurreição, enfatiza que o trabalho o ensinou a ser mais paciente e a valorizar as relações durante a vida. Ele lembra do sepultamento de um amigo como um momento marcante que trouxe à tona a fragilidade da vida.
No Cemitério Jardim da Paz, uma missa está marcada para as 8h30 do Dia de Finados, enquanto no São João Batista as celebrações ocorrerão às 10h e às 16h. Os cemitérios estarão abertos para visitação, oferecendo um espaço para que as famílias prestem suas homenagens.
Com o cuidado diário, os trabalhadores dos cemitérios não apenas realizam suas funções, mas também cultivam um vínculo emocional com o local, entendendo a importância da memória e do respeito pela vida. Magno José de Almeida, jardineiro, expressa seu carinho ao cuidar dos jardins, especialmente devido à presença de um neto sepultado ali, enquanto outros profissionais como Gilberto Mendonça da Silva relatam como o trabalho os tornou mais sensíveis às histórias de vida dos falecidos.
Fonte: Diário da Região
Espaço disponívelAnuncie aquiSua marca aqui, para toda a região.Responsivo ou 728×90Quero anunciar →


Deixe seu comentário