Cristãos criticam reclassificação de desenhos bíblicos pela Record
Lideranças religiosas afirmam que decisão do governo é uma forma de censura e perseguição religiosa.
A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública de alterar a classificação dos desenhos bíblicos exibidos pela Record gerou reações de líderes cristãos e parlamentares em todo o Brasil. A reclassificação passou de “livre” para “não recomendado para menores de 12 anos”.
Entre os críticos estão a cantora e pastora Ana Paula Valadão, seu marido, o pastor Gustavo Bessa, e outros líderes religiosos. Ana Paula expressou indignação, questionando os critérios usados para a nova classificação: “Um desenho do Evangelho pode ser criminoso, violento?”, indagou.
Gustavo Bessa enfatizou que a decisão reflete uma “inversão de valores” na sociedade brasileira, afirmando que o governo está rotulando o que é bom como ruim. Ele fez referência a profecias bíblicas sobre a distorção de valores.
Reações nas redes sociais
O pastor Filipe Duque Estrada, conhecido como Lipão, também se manifestou, comparando imagens de produções religiosas e de Carnaval em seu Instagram. Ele afirmou que a mudança representa um desrespeito à liberdade religiosa, pedindo misericórdia para o Brasil.
Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, criticou a reclassificação, argumentando que os desenhos bíblicos estão sendo equiparados a novelas da TV Globo, o que considera injusto. Ele questionou os critérios que levaram à nova classificação.
A senadora eleita Bia Kicis classificou a mudança como perseguição religiosa, destacando que o programa, que antes era exibido de manhã, agora deve ser transmitido apenas após as 20h. Bia anunciou que pretende apresentar um Projeto de Decreto Legislativo para contestar a portaria.
O deputado federal eleito Guilherme Kilter também criticou a decisão, alertando que ações semelhantes podem ser esperadas no futuro e que a situação só tende a piorar para os cristãos no Brasil.
A reclassificação dos desenhos bíblicos foi oficializada pela Portaria nº 2.272, publicada no Diário Oficial da União em 29 de outubro de 2026. O Ministério da Justiça justificou a mudança com a presença de “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito” nas animações, mas não detalhou quais episódios motivaram a nova classificação.
Fonte: Região Noroeste
Espaço disponívelAnuncie aquiEste espaço pode ser da sua empresa.Responsivo ou 728×90Quero anunciar →
Deixe seu comentário