Contradições marcam investigação sobre morte de tatuador em Nuporanga
Ministério Público aponta mudanças nas versões de testemunhas e réus em depoimentos sobre o caso.
O Ministério Público de São Paulo identificou diversas contradições nos depoimentos relacionados à morte do tatuador Vitor Fonseca, de 42 anos, ocorrida em Nuporanga durante o carnaval em fevereiro deste ano.
Fonseca faleceu dois dias após ter sido agredido com um soco por Vitor Manoel, de 25 anos. O incidente aconteceu na madrugada do dia 15 de fevereiro, quando o tatuador foi abordado na praça por Manoel, que alegou estar defendendo uma menina de 8 anos de uma suposta importunação. No entanto, a professora da criança afirmou que a menina disse que Fonseca “não mexeu com ela”.
A professora relatou que a menina foi abordada por Fonseca, que perguntou por que ela estava sozinha. A criança respondeu que ia encontrar a irmã, e Fonseca se ofereceu para acompanhá-la. Essa versão contrasta com a alegação de Manoel, que afirmou ter agido em defesa da menina.
Após a agressão, Fonseca caiu e bateu a cabeça, resultando em um traumatismo craniano que levou à sua morte. O réu Manoel é processado por lesão corporal seguida de morte. Os depoimentos de testemunhas, incluindo o irmão e a esposa de Manoel, também apresentaram diferentes versões sobre o ocorrido, complicando ainda mais o caso.
O irmão de Manoel inicialmente disse que Fonseca os seguia, mas depois alterou a versão, considerando a atitude do tatuador normal. A esposa de Manoel, em declarações à polícia, afirmou que Fonseca teria chamado a menina para acompanhá-lo, o que teria irritado seu marido. Em juízo, no entanto, ela mudou a versão, afirmando que Fonseca puxou a menina, enquanto as imagens de segurança mostram que foi Vitor Manoel quem se aproximou do tatuador.
O advogado Ricardo Rocha, que atua na acusação, destacou que essas contradições serão utilizadas no processo. Ele afirmou que os relatos dos envolvidos e as imagens de câmeras de segurança contradizem as versões apresentadas, sugerindo que a narrativa do réu e de suas testemunhas não se sustenta.
Desdobramentos do caso
O caso continua sendo investigado, e a análise das imagens de segurança e os depoimentos contraditórios devem influenciar o andamento do processo judicial contra Manoel. A situação levanta questões sobre a veracidade das alegações de defesa e a responsabilidade das partes envolvidas.
Fonte: G1 SP Interior
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