Meta se defende de acusações de favorecimento em eleições presidenciais
A empresa garantiu que não há interferência em seu algoritmo para beneficiar candidatos à presidência.
A Meta, empresa que controla plataformas como WhatsApp, Instagram e Facebook, se manifestou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para refutar alegações de favorecimento em sua atuação durante as eleições presidenciais. O pronunciamento ocorreu em resposta a uma determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze.
A empresa afirmou que “os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória”, destacando que um relatório técnico apresentado comprova essa isonomia. A manifestação foi provocada por questionamentos da coligação Brasil Pronto pra Mais, liderada pelo candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou a Meta de privilegiar publicações em favor de Flávio Bolsonaro.
Inicialmente, o ministro Bellizze estabeleceu uma penalidade de R$ 500 mil diários pela falta de esclarecimentos, que foi elevada para R$ 1 milhão em caso de omissão, com um prazo de 24 horas para apresentação das informações. A Meta destacou que cumpre as diretrizes da Justiça Eleitoral e argumentou que a isonomia se refere a regras e critérios, e não a resultados.
Medidas de controle e auditoria
Para garantir a paridade na disputa, a Meta revelou que adota um protocolo de revisão humana a cada duas horas para verificar eventuais restrições em publicações de campanhas. A empresa também conduziu uma auditoria de 1.204 postagens sinalizadas por não informarem sobre o uso de inteligência artificial, resultando na exclusão de 720 publicações.
Além disso, a Meta respondeu a críticas sobre seu assistente Meta AI, que, segundo usuários, gerava imagens a favor de Flávio Bolsonaro, mas não para Lula. A empresa implementou novas restrições para evitar que o sistema responda a pedidos relacionados a ambos os candidatos.
No que diz respeito a bloqueios em postagens colaborativas no Instagram, a Meta explicou que a limitação técnica do aplicativo não permite restringir uma conta sem afetar o coautor da publicação. Para demonstrar sua boa-fé, a empresa solicitou uma audiência com o ministro Bellizze para discutir as questões tecnológicas envolvidas.
Fonte: Região Noroeste
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