Filha de Marielle Franco denuncia ofensas racistas em grupo da PUC-Rio
Luyara Franco exigiu respeito e apuração após comentários preconceituosos sobre sua mãe.
A filha da vereadora Marielle Franco, Luyara Franco, denunciou ofensas racistas dirigidas à sua mãe em um grupo de WhatsApp da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O caso foi revelado nas redes sociais e gerou repercussão.
Segundo Luyara, um membro do grupo utilizou termos racistas, como “macaca”, e questionou como Marielle teria pago sua faculdade na PUC-Rio, onde cursou sociologia. Em sua postagem, Luyara expressou sua indignação: “Mais uma vez, atacam a memória da minha mãe com o ódio e o racismo. Dói, revolta, mas não vai nos silenciar. Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio”.
Luyara destacou a trajetória de Marielle, uma mulher negra que lutou pela transformação social e teve sua vida interrompida pela violência política. Ela enfatizou que “isso não é brincadeira, não é opinião, não é liberdade de expressão. Racismo é crime”. O crime de racismo é inafiançável e imprescritível, com pena de reclusão e multa, conforme a Constituição Federal.
A PUC-Rio informou que recebeu denúncias sobre o ocorrido pela Ouvidoria e pelo Canal Externo de Denúncias. A universidade anunciou a abertura de uma investigação interna para apurar os fatos e adotar as medidas necessárias. Em nota, a PUC rechaçou veementemente qualquer ato discriminatório e reafirmou seu compromisso com uma educação antirracista e a preservação da memória de Marielle Franco.
Ofensas recentes
Esse não é o primeiro caso de ofensa a Marielle Franco. Em um ato próximo à PUC-Rio, apoiadores do então presidenciável Flávio Bolsonaro ironizaram seu assassinato. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes fazendo comentários ofensivos sobre a vereadora.
O assassinato de Marielle ocorreu em março de 2018, quando seu carro foi alvejado no centro do Rio de Janeiro. Juntamente com o motorista Anderson Gomes, Marielle foi morta em um crime que teve condenações em 2024. Entre os condenados estão ex-policiais e figuras ligadas ao poder no Rio de Janeiro.
Fonte: Giro19
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